sábado, 8 de dezembro de 2012

UM POUQUINHO DA MINHA INFÂNCIA

Quando fiz meus 7 anos de idade, chegou a hora de começar a estudar, pois naquele tempo que eu me lembre as mães não deixavam os filhos em creches... minha mãe trabalhava o dia inteiro e geralmente quem tomava conta da gente era nossas avós. E como não lembrar da minha vó Antonieta, que como minha madrinha querida e se assim posso chamar de minha mãe de criação, tomava conta da gente o dia todo.

Eu e meu mano Paulinho infernizavam a cabecinha dessa vovó, mais ela era geniosa e não ficava por pouco mostrar o cinto pra que a gente ficasse quieto dentro da nossa bagunça.

E aí vem a primeira lembrança da minha escola, la na Rua Vital, onde da esquina eu via a bandeira do Brasil, tremulando, e eu já naquela idade já pensava em um dia poder levantar aquela bandeira e cantar o hino nacional, que meu pai já havia ensinado desde cedinho... e lembro bem quando entrei e fui a secretaria e a diretora depois de ter conversado com minha mãe, me levou pra conhecer a minha turma, que teria alguns ou até bastante amigos que moravam lá no I.A.P.C. e a minha alegria foi maior ainda em saber disso.

A dona Custódia, professora de matemática que olhava a gente já de bico e eu pensava dentro da minha cachola, essa velha parece ser muito malvada. E num é que num dia dentro de sala onde eu conversava muito e ela pedindo para que eu parasse, eu continuei falando e ela veio a meu encontro e encostou forte aquela régua comprida de madeira da época na minha cabeça e eu instantaneamente peguei a régua da mão dela e sentei no cocuruco dela de volta, e pelos braços fui levado a secretaria logo naquela semana de estréia, onde a diretora me colocou numa sala meio que escura que havia ao lado, e eu percebendo que naquela sala haviam caixas de papelão e mais um menino bagunceiro dentro dela, descobrimos que dentro daquilo haviam doces e mais doces pra cantina do colégio.

Foi uma festa só de línguas de sogra, bananadas, pirulitos e muitos doces que nos lambuzamos, e que depois de descoberta aquela traquinagem, a dona Ieda minha mãe, foi chamada para que ela soubesse do ocorrido.
Lembranças boas daquela época de uma escola que me ensinou a ser o homem que sou hoje, graças a boa educação que tive e as minhas queridas professoras daquela época.

Depois de bem crescido e estudando no Salesianos do Riachuelo, meus pais me colocaram no antigo Colégio Alvorada, hoje Albor, que nem sei o fim que levou... foram poucos anos lá, mais que aproveitei bastante pra dar em cima das menininhas lindas e vestidinhas com aquele uniforme azul, com suas saias preguiadas, e eu sempre meio tímido olhava suas pernas na hora do recreio onde elas subiam aquelas escadas para suas salas de aula e eu aproveitava pra dar aquela olhadinha por baixo...
Aproveitei também para fazer parte da Banda do colégio onde eu comecei aprendendo a tocar aquela cornetinha chata, depois corneta e cornetão, fui aprendendo aos poucos de um tudo naquela banda, até chegar ao Bumbo e talabarte, onde nós vestidos com toda pompa nos orgulhávamos de fazer parte daquela história que passei um dia.














Eu como mostra bem a foto, detestava sair nessas fotografias do colégio e com a minha cara emburrada eu me mostrava chateado quando tínhamos que estar agrupados para tirar aquela foto.

Não posso deixar de citar que a nossa amiga Malu Baião, a moreninha acima do diretor da escola (como na foto mostra) hoje faz parte do nosso grupo de amigos de infância no Facebook.
E aqui eu resumo um tiquinho do que passou esse cara que vos escreve durante esse tempo todo, e que hoje me faz reencontrar tantos amigos da época da minha infância feliz que tive um dia.


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