Num carnaval de um ano qualquer, eu me lembro muito bem de Cabo Frio, onde uma turma enorme que misturava quase todas as ruas do meu bairro, e moradores que de perto também toparam essa festa da galera que foi passar o carnaval nessa praia que nos trouxe muitas lembranças.
Foram quase 12 horas de paradas, nos engarrafamentos monstros que pegávamos naquele caminho, onde com bastante bagunça e alegria nem ligávamos pra o cansaço que aos poucos iam tomando conta da gente.
Era uma kombi, e muitos carros na nossa comitiva de amigos que só queriam aproveitar aquele mês de fevereiro pra aproveitar bastante aquela praia maravilhosa.
Ao chegarmos no ponto definido que seria o nosso acampamento praiano, nos deparamos que depois daquela viagem intensa a gente tinha que "armar as barracas" no sentido claro da palavra. Fomos tirando tudo dos carros e já montando nossas moradias daqueles cinco dias de muita alegria e bagunça. Muitos já pegavam os instrumentos que carregamos e caíamos no samba que nunca parava.
A tarde noite a gente já devidamente arrumadinho em cada lugar que deveríamos ficar e dormir...se é que dormimos algum dia, porque não existia canseira de sono pra quem queria aproveitar tudo que nos chamados dias de folia.
Algumas barracas armadas foram feitas de clube do Bolinha, onde só se via as meninas cantando, fofocando, brincando. Foi um carnaval que eu pelo menos nunca esqueci.
Tivemos de tudo naqueles dias, roubo de panelas, a pelada da tarde que não poderia faltar na turma, o banho coletivo naquele banheiro que só existia um cano e mais nada, saindo aquela água que nem sabíamos de onde vinha...mais graças a Deus ninguém trouxe micose pra casa.
Não posso esquecer da comida que o Archimedes fazia pra galera, uma pessoa inesquecível que com muito carinho deixava a gente pensando que estávamos em nossa casa, porque não faltou rango pra ninguém naqueles dias... ele sempre guardava algo pra quem não teria se alimentado. Saudades do velho Archimedes.
A volta pra casa ficou ao encargo dos motoristas, porque realmente era muita canseira pra que eu me lembrasse daquela volta... Só me lembro que meu carro chegou no gargalo da reserva, porque achei que o tanque tava cheio e pelo contrário, foi a medida certa pra chegar no larguinho da Rua A, e o carro morrer sem gasosa.
Momentos marcantes dessa galera que sempre topou tudo com muita garra, sem pensar em nada que nos fosse atrapalhar em mais alguns desses passeios que fazíamos num dia de festa qualquer de nossas vidas de adolescência.


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