Aquele quarto dos fundos que de pequeno não tinha nada, era o cantinho onde a gente se reunia naquela cama, no chão e dali surgiam conversas bem agradáveis, até fofoca tinha, "e dizem que homem não faz fofoca", rindo aqui.
Dona Hermínia sempre bem educada e risonha, trazia sempre um quitute, um suquinho, água, refrigerante. Ela nunca mediu esforços pra agradar a garotada que fazia daquela casa seu acampamento de fim de semana.
Seu Archimedes, sempre de bem com a vida, que fazia questão de ajudar em qualquer coisa que fosse, ele sempre tinha uma comidinha, um sanduba, um suco pra oferecer a garotada, sempre com aquele olhar meio desconfiado, mais que na verdade ele gostava mesmo era de ver todos bem alegres naquela casa.
Vó Celia, que sentada ao piano tocava algumas notas para que a gente ouvisse as musiquinhas que faziam a gente relembrar de coisas bem legais de quando éramos bem crianças.
O Ronaldo com seus lampejos de belas saídas com suas tiradas com piadas que a gente nem esperava e nós ríamos muito com suas brincadeiras, que ele cultiva até hoje essa percepção cômica que leva a alegrar a gente nas horas que a gente menos percebe.Os aniversários que eram realizados naquela casa era coisa que ninguém esquecia, além de muita gente, muita criançada, tinha uma mesa farta de bolo, doces, de tudo que todo mundo gosta numa festa bem organizada.
E como não poderia deixar de citar aqui nesse espaço de lembranças, as festas carnavalescas que se fazia naquela época onde muitos saíam pra os bailes, para os desfiles das escolas de samba, mais que na casa da Nininha também tinha muito carnaval, onde não sei como aquela casa suportava tanta gente que ouvia o som dos tamborins, agogôs, os bumbos e surdos que faziam daquele apartamento um verdadeiro salão de festas carnavalescas.
Todos se esbaldavam de alegria, cantávamos e dançávamos até o raiar do dia, onde no dia seguinte não se ouvia outra coisa a não ser " Que festa foi aquela... Po! eu não sabia, perdia essa " e por aí os papos iam mostrando naquele I.A.P.C. que festa tinha sempre, e que a alegria de saber que a dona Hermínia, a nossa querida NININHA, sempre nos deixou a vontade pra fazer da sua casa a nossa casa.
Valeu! Nininha querida, e obrigado por nos dar tanta alegria naqueles
tempos que nem sei se voltam mais.






























