quinta-feira, 23 de maio de 2013

CARLOS CESAR LOPES SILVA ( CARLOTA ) A NOSSA HOMENAGEM

Passamos a nossa infância quase toda, naquele lugar onde era o nosso forte apache, o nosso melhor esconderijo, pois alí tinha o capim-navalha, o nosso melhor e maior campo de futebol que poderíamos ter ...
O nosso Morrinho!
E crescendo eu pude ver a força de vontade e a alegria com que esse amigo nas suas diversidades que passava, alcançava seus melhores sonhos de um dia jogar uma bola de craque.
Loirinho, esperto e muito inteligente, surgia um menino que dava gosto de ver, mesmo no meio daqueles meninos tão pequeninos, mais que deixava-nos de boca aberta quando ele pegava aquela bolinha de futebol e deitava e rolava, com seus cortes e dribles, indo pra cima dos zagueiros e fazendo golaços e mais golaços, trazendo a alegria de ser um belo menino loirinho e jogador de bola.
Foi crescendo e nunca perdia seu instinto futebolístico, pelo contrário, ele só melhorava e aprimorava sua técnica, que só trazia melhoras aos times com que ele era chamado, pois no par ou ímpar, não tinha pra ninguém, ele era o primeiro a ser chamado, isso quando ele não escolhia o seu time.

E olha que ele quase sempre não era o dono da bola... 
         Sempre muito querido, nunca teve inimigos, garoto conversador, sempre com um sorriso no rosto, nunca deixando demonstrar as passagens suas sofridas, que ao longo do tempo fizeram parte da sua vida. Irmãos que se foram ao longo de sua vida, ele mesmo com algumas passagens sofridas, mais nunca deixou-se vencer...
batalhador, homem de fé.

Um dia resolveu ajudar aos meninos que sem posse não podiam ter o que os outros meninos tinham de bom, e resolveu que iria fazer a festa no dia das crianças, onde seria só pra aqueles garotinhos do morro, e juntava seus trocados, amigos que sabiam do fato ajudavam no que podia e a festa daquela criança pobre surgia, fazendo do seu palco sagrado, o larguinho, a sua alegria.
Eta! Cara bom esse Carlota!
Fez uma Festa Julina, onde naquele dia ele via a sua infância crescida, pois a sua turma de anos atrás, voltava aquele larguinho pra festa que ele também sempre reunia os seus amigos, e naquele dia, foram muitos que chegaram pra trazer ao nosso bairro querido, uma imensa vontade de voltar no tempo, que só nos deixa saudades.
Eta! Cara bom esse Carlota!
Pelo que lembro esse encontrão do grupo de amigos de sua infância, deva ter sido a sua última festa de rua, onde nós do I.A.P.C. de Quintino, nos juntamos ao Onze Rubros, e conseguimos naquele dia tirar com muita alegria um belo sorriso do nosso querido Carlota, que deixa saudades enormes a esse grupo que com certeza nunca deixou de "amar" de verdade um cara querido, que nas manhãs dos fins de semana, e uma bola nos braços, iria ele, pro campinho mostrar que ainda na sua idade e na sua felicidade, ainda tirava de letra o seu futebol que desde criança mostrava que era isso que o fazia de melhor.

Que Deus te abençoe mano Carlota, e que você fique sabendo de onde estiver, que nós dessa família do seu bairro, da sua casa nunca esqueceremos de ti... onde um dia com certeza estaremos juntos, papiando, e relembrando daquelas belas jogadas e gols que tu marcava no campo e na vida terrena, e que agora na vida espiritual possa conseguir muitos recursos de luz e paz.

SEUS AMIGOS, MANOS E MANAS DO I.A.P.C DE QUINTINO
Tim! Tim!





sábado, 5 de janeiro de 2013

MORRINHO, O NOSSO CAMPINHO DE PELADAS


Eu ainda era um garoto  e devia ter uns 12 anos de idade quando eu ia num campo enorme, la pra's bandas da Rua da Bica, hoje Rua Palatinado, onde o conjunto de apartamentos, chamado carinhosamente de Pombal, foi instalado. 
E realmente naquela idade que eu tinha e vendo o início de tudo com relação a peladas, um futebol de bom nível técnico, onde eu via amigos do meu bairro jogando um futebol que me encantava. E eu ali 
sentado no portão da minha avó que dava de frente para o campo que chamado de " MARAVILHA " era realmente maravilhoso. 

Daquele lugar privilegiado onde eu com minha laranja que comprava de um senhor que sempre ali estava com aquela maquininha que eu não parava de olhar, cortando aquela casquinha do fruto com tanta ligeireza, era um olho no jogo, e outro na maquininha de cortar casca de laranja.

E o time que depois veio a ser chamado de ONZE RUBROS, era realmente espetacular, sempre ganhavam e depois iam pra padaria do Leonardo tomar uma ducha gelada e depois partirem pra esquina da Rua Tomás Alves, bebericar aquela cerveja gelada, onde tudo era revisto com muito humor e alegria. E assim eu vi nascer o futebol de campo no Maravilha e o de pelada que veio a ser o marco do campinho de peladas do morrinho.

E finalmente chegou a nossa época onde a garotada, (me lembro bem do Carlinhos Tota, que jogava um futebol de gente grande), do Frank que agarrava muito também, mais era muito brigão. Não tinha uma pelada que esse cara não tivesse brigado com alguém. Tinha o Renatinho e o seu mano Ronaldo que também jogavam uma bola bem legal, Renato era o de técnica apurada e goleador, e o Ronaldo um goleiro de muito bom estilo, pegava muito também. O Nosso amigo falecido Marquinho, que com bastante calma e categoria adorava dar uma canetinha e um lençol de vez em quando. Era bom as vezes não ser escalado pra jogar uma bola, porque realmente eu não era tão melhor que muitos, mais bem satisfatório saber que sentado naquelas pedras duras do morrinho a gente via um bom futebol de meninos, e ria muito com aquelas peladas de fim de semana.


Nessa foto ao lado da pra ver alguns que lembro, como o Vitor (falecido), Mimilson, Carlotinha, Tony, Frank e Artuzinho, Renatinho do lado.
Abaixo: lembro do Ronaldo de negro e do Lucinho de branco e camisa social...era engraçado.

Esse time era brigão, mais bem unido e amigo. E olha que depois daquelas peladas, eles ainda tinha saúde pra outros tipos de brincadeiras que rolavam o dia todo naquele bairro onde se via a vida de verdade, a infância que muitos hoje nem sabe o que é.
E assim do que me lembro até agora eu vou descrevendo fatos que a minha memória ainda pode trazer a nós que convivemos nesse meio tão legal a vontade de estar naquele tempo de novo.



Quando não tinha espaço pra jogar bola no campinho de baixo, naturalmente se criava um campinho na parte de cima do morrinho, as balizas eram formadas por tênis, pedras, até um pedaço de capim navalha que tinha muito por ali, era colocado pra que nada atrapalhasse aquela peladinha que tanto trazia a vontade de ser um jogador profissional um dia, mais que na verdade era o lazer tradicional de quem morava naquele bairro de Quintino, num I.A.P.C. que nunca vazio fervilhava de felicidade com tanta coisa que uma criança podia fazer naquele final de semana onde nem se lembrava de um colégio ou até mesmo de um dever de casa.



As peladinhas começavam cedinho, as vezes tinha até briga e precisava ter sempre um adulto que coordenasse aquela confusão da hora. E nada como um Par ou Ímpar, para que tudo se tornasse ligeiramente mais tranquilo e que a primeira peladinha pudesse se iniciar, e os que ficavam de fora, com a preocupação de quem tinha relógio, pois muitos ainda nem sabiam ver a hora, ficavam de olho em quem tinha pra avisar a galera que o tempo tinha terminado e que os outros jogos pudessem começar sem problemas.
Como eu disse antes, ficar de fora da pelada as vezes era bem mais divertido do que estar dentro, preocupado e injuriado por brigar, discutir e até perder o jogo e ter que esperar muito para que pudesse se jogar de novo.



Esse time aqui ao lado para mim era o melhor que vi jogar na minha época. Quando entravam em campo.

Acima:
Mario (Kojak), Ronaldo, Jorginho (Porrõe), Vitor...

Abaixo:
Waltinho, Renatinho e Marco (Dequinha)...



"Faltou o Carlota nesse time"




Aqui a direita a gente pode ver de costas em primeiro plano o Tony, irmão do Zá, o magruinho de short branco o Leleu, atrás de camiseta branca e de sunga, o Mario (Kojak) e ao fundo recebendo uma bola açucarada, o renatinho que domina e na saída do goleiro ele manda pro fundo da rede, fazendo mais um gol pro seu time.

Afinal de contas a gente perdia as contas de quantos gols ele fazia nas peladas que jogava.


"ABAIXO ALGUMAS FOTOS DE TIMES FORMADOS PARA AQUELA PELADINHA DE DOMINGO, ONDE BEM CEDINHO COM O SOL AINDA CHEGANDO, JÁ SE FORMAVAM ALGUNS TIMES PARA AQUELA MANHÃ DE ALEGRIA E MUITO BOM HUMOR, COM UMA BELA E UNIDA PELADA QUE ASSISTÍAMOS NAQUELES DIAS"







quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ESTUDANDO EM QUINTINO



Ler um livro é muito importante, às vezes urgente. Mas os livros não são o bastante para a gente ser gente. É preciso aprender a escrever, Mas também a viver! Mas também a sonhar! É preciso aprender a crescer, aprender a estudar.

Aprender a crescer quer dizer aprender a estudar, a conhecer os outros a ajudar, a viver com os outros e quem aprender a viver com os outros aprende sempre a viver bem consigo mesmo.
Não merecer um castigo, é estudar. Estar contente consigo, é estudar. 
Aprender a terra, aprender o trigo, e ter um amigo, também é estudar.





Estudar também é repartir, também é saber dar, o que a gente souber dividir para multiplicar. Estudar é escrever um ditado, sem ninguém nos ditar. E se um erro nos for apontado, é sabê-lo emendar.

É preciso em vez de um tinteiro, ter uma cabeça que saiba pensar, pois na escola da vida primeiro está saber estudar. Contar todas as papoulas de um trigal, é a mais linda conta de somar que se pode fazer.


Dizer apenas música quando se ouve um pássaro pode 
ser a mais bela redação do mundo!

 




NOSSOS ALUNOS, NOSSA INFÂNCIA, NOSSA ESCOLA
MEU BAIRRO DE QUINTINO







terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O CARNAVAL NAS RUAS DO I.A.P.C.

Como não esquecer daquele mês onde o nosso inesquecível I.A.P.C. de Quintino explodia em animação nos grandes carnavais que fizeram daquele momento no bairro momentos de muita alegria, diversão, onde os adultos se misturavam as crianças.


Aníbal , Carlinhos, Fernando, Bombinha e tantos que desciam de suas casas fantasiados a caráter, uns de índio, outros de sarongue, uns se vestiam de mulher e acabava sendo a nossa, ou o nosso Porta Estandarte, daquele bloco que todos os anos do nada, se juntavam e rodavam pelo bairro cantando as marchinhas famosas que nunca deixaram de fazer a galera desfilar por nossas ruas.


Um banho de gente descia de suas casas, seus apartamentos e se misturavam a aquele bloco que desfilava, com suas caixas de guerra, surdos e tamborins, e ali a frente a gente sempre via o Carlinhos de Porta Bandeira, feliz da vida, porque aquela data era um momento marcante para aquela turma dos nossos adultos que um dia inventaram de sair fantasiado a seu modo e fazer daquele bairro um lugar presente na lembrança de muitos que moraram lá e outros que com certeza ainda moram e nunca esquecerão.


E assim essas lembranças marcadas no tempo, leva a todos nós a ficarmos saudosos e pensando o porque de tudo aquilo terminar quando o mesmo I.A.P.C. de Quintino ainda vibra com moradores jovens, alegres, descontraídos e bem palhaços ainda, quando seria tão fácil, como tanto foi um dia, se vestir de qualquer fantasia e cultivar aquele mesma alegria, num carnaval de rua de um bairro nunca esquecido.



" COMO É BOM LEMBRAR QUE FUI CRIANÇA UM DIA, NUM BAIRRO ONDE TINHA BASTANTE ALEGRIA, E SABER QUE NESSE TEMPO EU TIVE UMA INFÂNCIA QUE HOJE MUITOS NÃO TEM "




domingo, 30 de dezembro de 2012

ENCONTROS, FESTAS E CARNAVAIS NA CASA DA NININHA

Como eu não poderia deixar de citar os nossos encontros, que na casa da Nininha, assim chamam até hoje a Dona Hermínia, mãe da Iarinha, do Renato e do Ronaldo, que fazia questão de deixar sua porta da casa sempre aberta, recebendo de braços abertos todos aqueles amigos que ali faziam o seu canto de conversas, risadas.

Aquele quarto dos fundos que de pequeno não tinha nada, era o cantinho onde a gente se reunia naquela cama, no chão e dali surgiam conversas bem agradáveis, até fofoca tinha, "e dizem que homem não faz fofoca", rindo aqui.

Dona Hermínia sempre bem educada e risonha, trazia sempre um quitute, um suquinho, água, refrigerante. Ela nunca mediu esforços pra agradar a garotada que fazia daquela casa seu acampamento de fim de semana.

Seu Archimedes, sempre de bem com a vida, que fazia questão de ajudar em qualquer coisa que fosse, ele sempre tinha uma comidinha, um sanduba, um suco pra oferecer a garotada, sempre com aquele olhar meio desconfiado, mais que na verdade ele gostava mesmo era de ver todos bem alegres naquela casa.

Vó Celia, que sentada ao piano tocava algumas notas para que a gente ouvisse as musiquinhas que faziam a gente relembrar de coisas bem legais de quando éramos bem crianças.

O Ronaldo com seus lampejos de belas saídas com suas tiradas com piadas que a gente nem esperava e nós ríamos muito com suas brincadeiras, que ele cultiva até hoje essa percepção cômica que leva a alegrar a gente nas horas que a gente menos percebe.

Os aniversários que eram realizados naquela casa era coisa que ninguém esquecia, além de muita gente, muita criançada, tinha uma mesa farta de bolo, doces, de tudo que todo mundo gosta numa festa bem organizada.

E como não poderia deixar de citar aqui nesse espaço de lembranças, as festas carnavalescas que se fazia naquela época onde muitos saíam pra os bailes, para os desfiles das escolas de samba, mais que na casa da Nininha também tinha muito carnaval, onde não sei como aquela casa suportava tanta gente que ouvia o som dos tamborins, agogôs, os bumbos e surdos que faziam daquele apartamento um verdadeiro salão de festas carnavalescas.

Todos se esbaldavam de alegria, cantávamos e dançávamos até o raiar do dia, onde no dia seguinte não se ouvia outra coisa a não ser " Que festa foi aquela... Po! eu não sabia, perdia essa " e por aí os papos iam mostrando naquele I.A.P.C. que festa tinha sempre, e que a alegria de saber que a dona Hermínia, a nossa querida NININHA, sempre nos deixou a vontade pra fazer da sua casa a nossa casa.


Valeu! Nininha querida, e obrigado por nos dar tanta alegria naqueles 
tempos que nem sei se voltam mais.



domingo, 16 de dezembro de 2012

CARNAVAL EM CABO FRIO " EU FUI "


Num carnaval de um ano qualquer, eu me lembro muito bem de Cabo Frio, onde uma turma enorme que misturava quase todas as ruas do meu bairro, e moradores que de perto também toparam essa festa da galera que foi passar o carnaval nessa praia que nos trouxe muitas lembranças.

Foram quase 12 horas de paradas, nos engarrafamentos monstros que pegávamos naquele caminho, onde com bastante bagunça e alegria nem ligávamos pra o cansaço que aos poucos iam tomando conta da gente.

Era uma kombi, e muitos carros na nossa comitiva de amigos que só queriam aproveitar aquele mês de fevereiro pra aproveitar bastante aquela praia maravilhosa.

Ao chegarmos no ponto definido que seria o nosso acampamento praiano, nos deparamos que depois daquela viagem intensa a gente tinha que "armar as barracas" no sentido claro da palavra. Fomos tirando tudo dos carros e já montando nossas moradias daqueles cinco dias de muita alegria e bagunça. Muitos já pegavam os instrumentos que carregamos e caíamos no samba que nunca parava.

A tarde noite a gente já devidamente arrumadinho em cada lugar que deveríamos ficar e dormir...se é que dormimos algum dia, porque não existia canseira de sono pra quem queria aproveitar tudo que nos chamados dias de folia.


Algumas barracas armadas foram feitas de clube do Bolinha, onde só se via as meninas cantando, fofocando, brincando. Foi um carnaval que eu pelo menos nunca esqueci. 

Tivemos de tudo naqueles dias, roubo de panelas, a pelada da tarde que não poderia faltar na turma, o banho coletivo naquele banheiro que só existia um cano e mais nada, saindo aquela água que nem sabíamos de onde vinha...mais graças a Deus ninguém trouxe micose pra casa.

Não posso esquecer da comida que o Archimedes fazia pra galera, uma pessoa inesquecível que com muito carinho deixava a gente pensando que estávamos em nossa casa, porque não faltou rango pra ninguém naqueles dias... ele sempre guardava algo pra quem não teria se alimentado. Saudades do velho Archimedes.

A volta pra casa ficou ao encargo dos motoristas, porque realmente era muita canseira pra que eu me lembrasse daquela volta... Só me lembro que meu carro chegou no gargalo da reserva, porque achei que o tanque tava cheio e pelo contrário, foi a medida certa pra chegar no larguinho da Rua A, e o carro morrer sem gasosa.

Momentos marcantes dessa galera que sempre topou tudo com muita garra, sem pensar em nada que nos fosse atrapalhar em mais alguns desses passeios que fazíamos num dia de festa qualquer de nossas vidas de adolescência.



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O DIA DO BALÃO - O DIA DO BOSA

Quem lembra daquela famosa e unida " Turma do Dragão ", onde no meio do ano a gente se juntava com a galera do Bosa, e todas as ruas ali do bairro se uniam pra colar copinhos, varetas, velas, corte de folhas, e no final disso tudo acabava saindo um balão que chamava a atenção de todo o I.A.P.C.

Na foto da pra ver no meio da madrugada o Fernando (Fonga), meu mano Paulinho (Falecido), atrás o Dilson (Maluco), o Luiz, o mano do Zá e por aí a gente ia juntando gente que não dormia pra deixar tudo prontinho pra o nosso balão subir.

O Bosa que era muito perfecionista e exigente, a toda hora vinha até ao grupo pra ver se tava tudo certinho pra que não desse erro na hora daquele balão subir, ele era extremamente sério.


Pela manhã, naquele domingo ensolarado, depois de uma madrugada cansativa, quase tudo pronto a gente subia até o ponto mais alto do morrinho e já preparava pra soltar aquele que seria o primeiro do dia.




Segurando o balão aqui na foto, em pé o Marcos ( Rua C ), o Cesar mano do Marcos, no canto direito o Bosa em pé e a preparação de encher o balão de gás pra deixar aquele momento muito mágico pra gente. 
Geralmente esse balão subia bem cedinho, lá pelas 5:30 da manhã, onde o céu sem vento e limpinho era o melhor momento pra deixar ele muito mais tempo no ar.


Depois de verificar se havia algum rasgo, qualquer problema que pudesse ocorrer na extrutura daquele balão, ele era esvaziado e levado ao larguinho da Rua B e da Rua A, onde aí sim juntava bastante gente pra ajudar a segurar os gomos daquele que seria o nosso melhor balão daquele dia de domingo.
Eu, e muitos que ali desciam de suas casas ficávamos bem eufóricos com aquele momento que na verdade parecia bobo, mais que pra todos nós que passávamos a noite colando e fazendo os adereços daquele balão, era simplesmente um dia a ser lembrado para sempre, pois aquele balão não seria o primeiro de nossa turma.

Vários eram os amigos de todas as ruas que vinham ajudar a gente naquele momento. As janelas mesmo cedinho começavam a ficar apinhadas de gente, parecendo um puleiro de pássaros, porque todos sabiam que a Turma do Dragão todos os domingos estariam naquele larguinho soltando aquele balão do dia. Nosso bairro sempre se comprometeu a fazer no mês de cada festa uma coisa bem legal pra que se ficasse lembrado aos nosso filhos e netos que um dia nem saberiam o que era aquilo.




E assim durante todos os anos, aquela turma unida e muito feliz, se fazia presente naquele dia, no meio do ano, nas madrugadas da vida, pra montar uma parte de nossas vidas, num pequeno ou grande balão que subindo ao céu, deixavam lembranças pra que num futuro próximo a gente pudesse estar observando num blog da vida essa maravilha que foi ter feito parte desse grupo tão unido e querido que foi a nossa sempre lembrada     TURMA DO DRAGÃO.



RENATO, LELEU E DUDU

BONDE DAS MENINAS

OLHA A QUADRILHA AÍ GENTE!!!

ELISABETH, GLAUBER, DARCY E ROMÁRIO

CLAUDINHA, FIU, MARILEIA, EDINHO, WALDIR, DUDU E MAX