Passamos a nossa infância quase toda, naquele lugar onde era o nosso forte apache, o nosso melhor esconderijo, pois alí tinha o capim-navalha, o nosso melhor e maior campo de futebol que poderíamos ter ...
O nosso Morrinho!
E crescendo eu pude ver a força de vontade e a alegria com que esse amigo nas suas diversidades que passava, alcançava seus melhores sonhos de um dia jogar uma bola de craque.
Loirinho, esperto e muito inteligente, surgia um menino que dava gosto de ver, mesmo no meio daqueles meninos tão pequeninos, mais que deixava-nos de boca aberta quando ele pegava aquela bolinha de futebol e deitava e rolava, com seus cortes e dribles, indo pra cima dos zagueiros e fazendo golaços e mais golaços, trazendo a alegria de ser um belo menino loirinho e jogador de bola.
Foi crescendo e nunca perdia seu instinto futebolístico, pelo contrário, ele só melhorava e aprimorava sua técnica, que só trazia melhoras aos times com que ele era chamado, pois no par ou ímpar, não tinha pra ninguém, ele era o primeiro a ser chamado, isso quando ele não escolhia o seu time.
E olha que ele quase sempre não era o dono da bola...
Sempre muito querido, nunca teve inimigos, garoto conversador, sempre com um sorriso no rosto, nunca deixando demonstrar as passagens suas sofridas, que ao longo do tempo fizeram parte da sua vida. Irmãos que se foram ao longo de sua vida, ele mesmo com algumas passagens sofridas, mais nunca deixou-se vencer...
batalhador, homem de fé.
Um dia resolveu ajudar aos meninos que sem posse não podiam ter o que os outros meninos tinham de bom, e resolveu que iria fazer a festa no dia das crianças, onde seria só pra aqueles garotinhos do morro, e juntava seus trocados, amigos que sabiam do fato ajudavam no que podia e a festa daquela criança pobre surgia, fazendo do seu palco sagrado, o larguinho, a sua alegria.
Eta! Cara bom esse Carlota!
Fez uma Festa Julina, onde naquele dia ele via a sua infância crescida, pois a sua turma de anos atrás, voltava aquele larguinho pra festa que ele também sempre reunia os seus amigos, e naquele dia, foram muitos que chegaram pra trazer ao nosso bairro querido, uma imensa vontade de voltar no tempo, que só nos deixa saudades.
Eta! Cara bom esse Carlota!
Pelo que lembro esse encontrão do grupo de amigos de sua infância, deva ter sido a sua última festa de rua, onde nós do I.A.P.C. de Quintino, nos juntamos ao Onze Rubros, e conseguimos naquele dia tirar com muita alegria um belo sorriso do nosso querido Carlota, que deixa saudades enormes a esse grupo que com certeza nunca deixou de "amar" de verdade um cara querido, que nas manhãs dos fins de semana, e uma bola nos braços, iria ele, pro campinho mostrar que ainda na sua idade e na sua felicidade, ainda tirava de letra o seu futebol que desde criança mostrava que era isso que o fazia de melhor.
Que Deus te abençoe mano Carlota, e que você fique sabendo de onde estiver, que nós dessa família do seu bairro, da sua casa nunca esqueceremos de ti... onde um dia com certeza estaremos juntos, papiando, e relembrando daquelas belas jogadas e gols que tu marcava no campo e na vida terrena, e que agora na vida espiritual possa conseguir muitos recursos de luz e paz.
SEUS AMIGOS, MANOS E MANAS DO I.A.P.C DE QUINTINO
Tim! Tim!








































