Aníbal , Carlinhos, Fernando, Bombinha e tantos que desciam de suas casas fantasiados a caráter, uns de índio, outros de sarongue, uns se vestiam de mulher e acabava sendo a nossa, ou o nosso Porta Estandarte, daquele bloco que todos os anos do nada, se juntavam e rodavam pelo bairro cantando as marchinhas famosas que nunca deixaram de fazer a galera desfilar por nossas ruas.
Um banho de gente descia de suas casas, seus apartamentos e se misturavam a aquele bloco que desfilava, com suas caixas de guerra, surdos e tamborins, e ali a frente a gente sempre via o Carlinhos de Porta Bandeira, feliz da vida, porque aquela data era um momento marcante para aquela turma dos nossos adultos que um dia inventaram de sair fantasiado a seu modo e fazer daquele bairro um lugar presente na lembrança de muitos que moraram lá e outros que com certeza ainda moram e nunca esquecerão.
E assim essas lembranças marcadas no tempo, leva a todos nós a ficarmos saudosos e pensando o porque de tudo aquilo terminar quando o mesmo I.A.P.C. de Quintino ainda vibra com moradores jovens, alegres, descontraídos e bem palhaços ainda, quando seria tão fácil, como tanto foi um dia, se vestir de qualquer fantasia e cultivar aquele mesma alegria, num carnaval de rua de um bairro nunca esquecido.
" COMO É BOM LEMBRAR QUE FUI CRIANÇA UM DIA, NUM BAIRRO ONDE TINHA BASTANTE ALEGRIA, E SABER QUE NESSE TEMPO EU TIVE UMA INFÂNCIA QUE HOJE MUITOS NÃO TEM "





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