sábado, 5 de janeiro de 2013

MORRINHO, O NOSSO CAMPINHO DE PELADAS


Eu ainda era um garoto  e devia ter uns 12 anos de idade quando eu ia num campo enorme, la pra's bandas da Rua da Bica, hoje Rua Palatinado, onde o conjunto de apartamentos, chamado carinhosamente de Pombal, foi instalado. 
E realmente naquela idade que eu tinha e vendo o início de tudo com relação a peladas, um futebol de bom nível técnico, onde eu via amigos do meu bairro jogando um futebol que me encantava. E eu ali 
sentado no portão da minha avó que dava de frente para o campo que chamado de " MARAVILHA " era realmente maravilhoso. 

Daquele lugar privilegiado onde eu com minha laranja que comprava de um senhor que sempre ali estava com aquela maquininha que eu não parava de olhar, cortando aquela casquinha do fruto com tanta ligeireza, era um olho no jogo, e outro na maquininha de cortar casca de laranja.

E o time que depois veio a ser chamado de ONZE RUBROS, era realmente espetacular, sempre ganhavam e depois iam pra padaria do Leonardo tomar uma ducha gelada e depois partirem pra esquina da Rua Tomás Alves, bebericar aquela cerveja gelada, onde tudo era revisto com muito humor e alegria. E assim eu vi nascer o futebol de campo no Maravilha e o de pelada que veio a ser o marco do campinho de peladas do morrinho.

E finalmente chegou a nossa época onde a garotada, (me lembro bem do Carlinhos Tota, que jogava um futebol de gente grande), do Frank que agarrava muito também, mais era muito brigão. Não tinha uma pelada que esse cara não tivesse brigado com alguém. Tinha o Renatinho e o seu mano Ronaldo que também jogavam uma bola bem legal, Renato era o de técnica apurada e goleador, e o Ronaldo um goleiro de muito bom estilo, pegava muito também. O Nosso amigo falecido Marquinho, que com bastante calma e categoria adorava dar uma canetinha e um lençol de vez em quando. Era bom as vezes não ser escalado pra jogar uma bola, porque realmente eu não era tão melhor que muitos, mais bem satisfatório saber que sentado naquelas pedras duras do morrinho a gente via um bom futebol de meninos, e ria muito com aquelas peladas de fim de semana.


Nessa foto ao lado da pra ver alguns que lembro, como o Vitor (falecido), Mimilson, Carlotinha, Tony, Frank e Artuzinho, Renatinho do lado.
Abaixo: lembro do Ronaldo de negro e do Lucinho de branco e camisa social...era engraçado.

Esse time era brigão, mais bem unido e amigo. E olha que depois daquelas peladas, eles ainda tinha saúde pra outros tipos de brincadeiras que rolavam o dia todo naquele bairro onde se via a vida de verdade, a infância que muitos hoje nem sabe o que é.
E assim do que me lembro até agora eu vou descrevendo fatos que a minha memória ainda pode trazer a nós que convivemos nesse meio tão legal a vontade de estar naquele tempo de novo.



Quando não tinha espaço pra jogar bola no campinho de baixo, naturalmente se criava um campinho na parte de cima do morrinho, as balizas eram formadas por tênis, pedras, até um pedaço de capim navalha que tinha muito por ali, era colocado pra que nada atrapalhasse aquela peladinha que tanto trazia a vontade de ser um jogador profissional um dia, mais que na verdade era o lazer tradicional de quem morava naquele bairro de Quintino, num I.A.P.C. que nunca vazio fervilhava de felicidade com tanta coisa que uma criança podia fazer naquele final de semana onde nem se lembrava de um colégio ou até mesmo de um dever de casa.



As peladinhas começavam cedinho, as vezes tinha até briga e precisava ter sempre um adulto que coordenasse aquela confusão da hora. E nada como um Par ou Ímpar, para que tudo se tornasse ligeiramente mais tranquilo e que a primeira peladinha pudesse se iniciar, e os que ficavam de fora, com a preocupação de quem tinha relógio, pois muitos ainda nem sabiam ver a hora, ficavam de olho em quem tinha pra avisar a galera que o tempo tinha terminado e que os outros jogos pudessem começar sem problemas.
Como eu disse antes, ficar de fora da pelada as vezes era bem mais divertido do que estar dentro, preocupado e injuriado por brigar, discutir e até perder o jogo e ter que esperar muito para que pudesse se jogar de novo.



Esse time aqui ao lado para mim era o melhor que vi jogar na minha época. Quando entravam em campo.

Acima:
Mario (Kojak), Ronaldo, Jorginho (Porrõe), Vitor...

Abaixo:
Waltinho, Renatinho e Marco (Dequinha)...



"Faltou o Carlota nesse time"




Aqui a direita a gente pode ver de costas em primeiro plano o Tony, irmão do Zá, o magruinho de short branco o Leleu, atrás de camiseta branca e de sunga, o Mario (Kojak) e ao fundo recebendo uma bola açucarada, o renatinho que domina e na saída do goleiro ele manda pro fundo da rede, fazendo mais um gol pro seu time.

Afinal de contas a gente perdia as contas de quantos gols ele fazia nas peladas que jogava.


"ABAIXO ALGUMAS FOTOS DE TIMES FORMADOS PARA AQUELA PELADINHA DE DOMINGO, ONDE BEM CEDINHO COM O SOL AINDA CHEGANDO, JÁ SE FORMAVAM ALGUNS TIMES PARA AQUELA MANHÃ DE ALEGRIA E MUITO BOM HUMOR, COM UMA BELA E UNIDA PELADA QUE ASSISTÍAMOS NAQUELES DIAS"







quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ESTUDANDO EM QUINTINO



Ler um livro é muito importante, às vezes urgente. Mas os livros não são o bastante para a gente ser gente. É preciso aprender a escrever, Mas também a viver! Mas também a sonhar! É preciso aprender a crescer, aprender a estudar.

Aprender a crescer quer dizer aprender a estudar, a conhecer os outros a ajudar, a viver com os outros e quem aprender a viver com os outros aprende sempre a viver bem consigo mesmo.
Não merecer um castigo, é estudar. Estar contente consigo, é estudar. 
Aprender a terra, aprender o trigo, e ter um amigo, também é estudar.





Estudar também é repartir, também é saber dar, o que a gente souber dividir para multiplicar. Estudar é escrever um ditado, sem ninguém nos ditar. E se um erro nos for apontado, é sabê-lo emendar.

É preciso em vez de um tinteiro, ter uma cabeça que saiba pensar, pois na escola da vida primeiro está saber estudar. Contar todas as papoulas de um trigal, é a mais linda conta de somar que se pode fazer.


Dizer apenas música quando se ouve um pássaro pode 
ser a mais bela redação do mundo!

 




NOSSOS ALUNOS, NOSSA INFÂNCIA, NOSSA ESCOLA
MEU BAIRRO DE QUINTINO







terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O CARNAVAL NAS RUAS DO I.A.P.C.

Como não esquecer daquele mês onde o nosso inesquecível I.A.P.C. de Quintino explodia em animação nos grandes carnavais que fizeram daquele momento no bairro momentos de muita alegria, diversão, onde os adultos se misturavam as crianças.


Aníbal , Carlinhos, Fernando, Bombinha e tantos que desciam de suas casas fantasiados a caráter, uns de índio, outros de sarongue, uns se vestiam de mulher e acabava sendo a nossa, ou o nosso Porta Estandarte, daquele bloco que todos os anos do nada, se juntavam e rodavam pelo bairro cantando as marchinhas famosas que nunca deixaram de fazer a galera desfilar por nossas ruas.


Um banho de gente descia de suas casas, seus apartamentos e se misturavam a aquele bloco que desfilava, com suas caixas de guerra, surdos e tamborins, e ali a frente a gente sempre via o Carlinhos de Porta Bandeira, feliz da vida, porque aquela data era um momento marcante para aquela turma dos nossos adultos que um dia inventaram de sair fantasiado a seu modo e fazer daquele bairro um lugar presente na lembrança de muitos que moraram lá e outros que com certeza ainda moram e nunca esquecerão.


E assim essas lembranças marcadas no tempo, leva a todos nós a ficarmos saudosos e pensando o porque de tudo aquilo terminar quando o mesmo I.A.P.C. de Quintino ainda vibra com moradores jovens, alegres, descontraídos e bem palhaços ainda, quando seria tão fácil, como tanto foi um dia, se vestir de qualquer fantasia e cultivar aquele mesma alegria, num carnaval de rua de um bairro nunca esquecido.



" COMO É BOM LEMBRAR QUE FUI CRIANÇA UM DIA, NUM BAIRRO ONDE TINHA BASTANTE ALEGRIA, E SABER QUE NESSE TEMPO EU TIVE UMA INFÂNCIA QUE HOJE MUITOS NÃO TEM "





RENATO, LELEU E DUDU

BONDE DAS MENINAS

OLHA A QUADRILHA AÍ GENTE!!!

ELISABETH, GLAUBER, DARCY E ROMÁRIO

CLAUDINHA, FIU, MARILEIA, EDINHO, WALDIR, DUDU E MAX